Remanescente de um charmoso Rio Antigo, a Tabacaria
Africana é um marco da história da cidade do Rio de Janeiro. É a
perfeita união por excelência do Rio dos tempos do Império com o moderno
centro de negócios.
Fundada em 1846, possui, além do título de casa comercial mais antiga da
cidade, uma história de tradição e qualidade que já dura mais de 158
anos.
Dentre os clientes figuravam pessoas de todos os tipos. Nobres,
aristocratas, pessoas do povo, até mesmo o Imperador D.Pedro II
tornou-se freqüentador de seus balcões.
Nascia na cidade um novo espaço, que reunia diferentes pessoas em torno
de um prazer comum, com uma grande variedade de opções, excelente
qualidade, um atendimento primorosos e, o melhor, ótimo preço,
características que permanecem inalteradas até hoje.
Com o passar do tempo, muitos eventos importantes aconteceram, fazendo
com que a história da Tabacaria se confundisse com a história do Rio. Um
dos eventos mais interessantes deve ter sido em 1889, com o exílio da
Família Real e a Proclamação da República.
Com a República, novos ilustres clientes passaram a freqüentar a
Tabacaria. Getúlio Vargas fazia visitas semanais, nas quais comprava os
charutos GGG, feitos na Bahia especialmente para ele. Anos depois,
Getúlio continuou visitando a Tabacaria, mas aguardava no carro enquanto
seu secretário, Gregório Fortunato, comprava os charutos presidenciais.
Depois de Getúlio, foi a vez de Juscelino Kubitschek, que sempre deixava
seus isqueiros para serem consertados na Tabacaria.
Ao longo de todos esses anos até o dia de hoje, a Tabacaria Africana
manteve a tradição de servir ilustres e anônimos, sempre tratando a
todos com o mesmo carinho, respeito e consideração, fazendo de cada
cliente um amigo.